até 13 de setembro de 2026

Um programa para refletir sobre Lucio Costa para além da exposição

A exposição Lucio Costa Arquivo, patente na Casa da Arquitetura até 13 de setembro, é acompanhada por um programa paralelo que expande e problematiza os temas centrais da mostra, convocando diferentes vozes e disciplinas para refletir sobre o legado do arquiteto e urbanista brasileiro.



Ao longo do período expositivo, o programa reúne debates, visitas orientadas, cinema e música, promovendo múltiplas leituras sobre a obra e o pensamento de Lúcio Costa, bem como a sua atualidade no contexto contemporâneo.

O arranque acontece a 16 de maio, com o debate Brasília Revisitada pelo Arquivo Lucio Costa, que junta a curadora Ana Vaz Milheiro a um conjunto de convidados internacionais, seguido do concerto Terra de Ninguém, pelo coletivo Samba Sem Fronteiras. No dia seguinte, o público poderá participar numa visita orientada à exposição e assistir à exibição do filme Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, com apresentação de Ana Vaz Milheiro e Tales Ab’Saber.

A programação prossegue em setembro, em data a definir, com o seminário Lucio Costa: olhares contemporâneos sobre um legado moderno, dedicado a questões como os paradigmas urbanos atuais, o papel da habitação, os desafios do património e a cultura enquanto expressão identitária. Esta iniciativa resulta de uma parceria entre a Casa da Arquitetura, o Instituto Camões e o Instituto Guimarães Rosa. As datas e o programa detalhado serão anunciados em breve.

O programa inclui ainda visitas orientadas com a curadora e atividades desenvolvidas pelo Serviço Educativo, reforçando a dimensão participativa e pedagógica da exposição.

Com esta programação, a Casa da Arquitetura propõe um espaço de encontro e reflexão crítica, prolongando a exposição para além do seu percurso expositivo e promovendo o diálogo em torno das ideias, tensões e atualidade do legado de Lúcio Costa.



SÁBADO, 16 DE MAIO

16H30
Debate Brasília Revisitada pelo Arquivo Lucio Costa
com Ana Vaz Milheiro, Fernando Lara, Maria Manuel Oliveira, Matheus Seco (BLOCO Arquitetos) e Tales Ab’Saber.
Entrada livre, sujeita à lotação dos espaços

18H30
Concerto Terra de Ninguém por Samba Sem Fronteiras

O repertório do grupo Samba Sem Fronteiras inspira-se no samba-enredo “Gigante pela própria natureza, Jaçanã e um índio chamado Brasil”.
Como roda de samba, e diferentemente do caráter épico do samba-enredo, o grupo assume-se como cronista do quotidiano, apresentando pequenas histórias e retratos dos muitos “Brasis” que habitam esta natureza exuberante. As canções selecionadas evocam o naturalismo e o realismo de um povo que vive entre a abundância e a precariedade. Embora marcada por um olhar crítico, a performance mantém sempre um espírito festivo. 
Formação: Felipe Vargas (voz e violão), Sérgio Guri (voz e cavaquinho), Saulo Giovannini (pandeiro), João Guedes (percussão) e Lizz Marchi (surdo)

21H
Exibição ao ar livre do filme Era uma vez Brasília
de Adirley Queirós (2017), com apresentação de Ana Vaz Milheiro e Tales Ab'Saber.
Entrada livre. Dependendo das condições meteorológicas, a exibição poderá decorrer no interior.


DOMINGO, 17 DE MAIO

11H00
Visita orientada à exposição Lucio Costa Arquivo
pela curadora Ana Vaz Milheiro e Leonor Matos Silva
Levantamento de bilhete 30 min antes 
Máx. 25 participantes



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