23 a 26 de julho de 2026
Casa da Arquitetura leva arquitetura, literatura e pensamento contemporâneo à Festa Literária Internacional de Paraty
A Casa da Arquitetura — Centro Português de Arquitetura apresenta, pela primeira vez, uma programação própria integrada na 24.ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), consolidando uma parceria inédita com aquele que é um dos mais prestigiados festivais literários do mundo.


Entre 23 e 26 de julho, a Casa Flip + Casa da Arquitetura acolhe dezasseis mesas de conversa e debate, lançamentos editoriais e encontros que cruzam literatura, arquitetura, património, território, ambiente e cultura, reunindo algumas das mais relevantes personalidades portuguesas e brasileiras destes domínios.
Estruturada em torno dos grandes desafios da contemporaneidade, a programação promove, ao longo de quatro dias, o diálogo entre diferentes disciplinas e gerações, reforçando a ligação cultural entre Portugal e Brasil através de um conjunto de conversas que reúne escritores, arquitetos, investigadores, urbanistas, responsáveis políticos e agentes culturais.
A abertura faz-se com Quando o século, um encontro entre Valter Hugo Mãe e Carla Madeira, duas das vozes mais marcantes da literatura em língua portuguesa, que refletem sobre o tempo presente, a fragilidade humana, a memória e o papel da literatura perante os desafios do século XXI. O escritor português regressa no último dia da programação para conversar com Ignácio de Loyola Brandão, um dos mais importantes autores brasileiros contemporâneos, numa sessão dedicada à memória coletiva, às transformações sociais e à capacidade da literatura para imaginar futuros possíveis.
A arquitetura e o território assumem igualmente um lugar central nesta programação. Logo no primeiro dia, o arquiteto paraguaio Solano Benítez, vencedor do Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza, junta-se à arquiteta portuguesa Inês Lobo, com moderação do editor e crítico de arquitetura Fernando Serapião, para discutir novas formas de ler e intervir sobre o território. A adaptação das cidades às alterações climáticas será outro dos temas em destaque, com arquitetos e paisagistas como Edgar Mazo, Elena Geppetti e Rodrigo Oliveira a refletirem sobre o papel dos parques e dos espaços públicos na construção de cidades mais resilientes.
As políticas públicas como resposta à emergência climática estarão também em debate. A conversa Compromisso climático e ações territoriais junta Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia de Portugal, e João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, numa reflexão moderada por Paula Miraglia sobre a forma como os compromissos assumidos após a COP30 podem traduzir-se em medidas concretas de transformação dos territórios.
A programação inclui ainda a mesa Estratégias territoriais: decisões urgentes para cidades em tempos de mudança climática, que reúne Paula Mascarenhas, professora e política brasileira, antiga prefeita de Pelotas, Renato Ogawa, prefeito de Barcarena, no Pará, e Silvério Regalado, secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, num debate moderado por Tomás Alvim e Sérgio Avelleda, dedicado aos desafios da governação urbana e da adaptação das cidades às alterações climáticas.
A arquitetura enquanto fator de desenvolvimento e valorização dos territórios estará em destaque na conversa Arquitetura contemporânea como ativo turístico estratégico, que reúne Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Nuno Sampaio, diretor-executivo da Casa da Arquitetura, Luciana Casagrande e Roberto Gevaerd, no sentido de discutir o contributo da arquitetura para um turismo mais sustentável e a afirmação cultural dos destinos.
A dimensão editorial da Casa da Arquitetura terá igualmente um lugar de destaque com o lançamento de três publicações. Entre estas, Lucio Costa Arquivo, que prolonga a investigação em torno do acervo do urbanista brasileiro preservado pela Casa da Arquitetura, numa conversa que reúne Ana Vaz Milheiro, Julieta Sobral, neta de Lucio Costa, e o historiador Otavio Leonidio, com moderação do jornalista Silas Martí. Será ainda apresentada a nova edição de Raízes do futuro: Lucio Costa e a tradição moderna, de Guilherme Wisnik, enriquecida com documentação inédita proveniente do arquivo pessoal de Lucio Costa, hoje preservado pela Casa da Arquitetura.
Será também lançado Construir o aberto. Arquitectura e verso, um livro-tributo aos cruzamentos disciplinares que têm marcado a programação da Casa da Arquitetura, reunindo poesia, arquitetura e fotografia num itinerário poético pela arquitetura do norte de Portugal. A apresentação contará com um recital de poemas por Eucanaã Ferraz e Maria Ribeiro, que darão voz a textos de diversos autores incluídos na publicação.
A literatura regressa ao centro da programação com O futuro como biblioteca: palavras, utopias e distopias, uma conversa promovida pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto e moderada por Jorge Sobrado, vereador da Cultura e do Património. Ao lado de Eliana Alves Cruz, Rui Couceiro e Vivien Mercier Suarez, o debate propõe uma reflexão sobre o futuro do livro, da leitura, das bibliotecas e dos festivais literários enquanto espaços de construção de cidadania, pensamento crítico e mediação cultural.
O programa integra ainda debates sobre património e intervenção no território, ambiente e metrópoles contemporâneas, bem como uma conversa dedicada à gastronomia enquanto expressão da identidade cultural, protagonizada por Ana Bueno e António Melo, afirmando a Casa Flip + Casa da Arquitetura como um espaço privilegiado de encontro entre literatura, arquitetura e pensamento contemporâneo.
Programa completo AQUI.

Estruturada em torno dos grandes desafios da contemporaneidade, a programação promove, ao longo de quatro dias, o diálogo entre diferentes disciplinas e gerações, reforçando a ligação cultural entre Portugal e Brasil através de um conjunto de conversas que reúne escritores, arquitetos, investigadores, urbanistas, responsáveis políticos e agentes culturais.
A abertura faz-se com Quando o século, um encontro entre Valter Hugo Mãe e Carla Madeira, duas das vozes mais marcantes da literatura em língua portuguesa, que refletem sobre o tempo presente, a fragilidade humana, a memória e o papel da literatura perante os desafios do século XXI. O escritor português regressa no último dia da programação para conversar com Ignácio de Loyola Brandão, um dos mais importantes autores brasileiros contemporâneos, numa sessão dedicada à memória coletiva, às transformações sociais e à capacidade da literatura para imaginar futuros possíveis.
A arquitetura e o território assumem igualmente um lugar central nesta programação. Logo no primeiro dia, o arquiteto paraguaio Solano Benítez, vencedor do Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza, junta-se à arquiteta portuguesa Inês Lobo, com moderação do editor e crítico de arquitetura Fernando Serapião, para discutir novas formas de ler e intervir sobre o território. A adaptação das cidades às alterações climáticas será outro dos temas em destaque, com arquitetos e paisagistas como Edgar Mazo, Elena Geppetti e Rodrigo Oliveira a refletirem sobre o papel dos parques e dos espaços públicos na construção de cidades mais resilientes.
As políticas públicas como resposta à emergência climática estarão também em debate. A conversa Compromisso climático e ações territoriais junta Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia de Portugal, e João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, numa reflexão moderada por Paula Miraglia sobre a forma como os compromissos assumidos após a COP30 podem traduzir-se em medidas concretas de transformação dos territórios.
A programação inclui ainda a mesa Estratégias territoriais: decisões urgentes para cidades em tempos de mudança climática, que reúne Paula Mascarenhas, professora e política brasileira, antiga prefeita de Pelotas, Renato Ogawa, prefeito de Barcarena, no Pará, e Silvério Regalado, secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, num debate moderado por Tomás Alvim e Sérgio Avelleda, dedicado aos desafios da governação urbana e da adaptação das cidades às alterações climáticas.
A arquitetura enquanto fator de desenvolvimento e valorização dos territórios estará em destaque na conversa Arquitetura contemporânea como ativo turístico estratégico, que reúne Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Nuno Sampaio, diretor-executivo da Casa da Arquitetura, Luciana Casagrande e Roberto Gevaerd, no sentido de discutir o contributo da arquitetura para um turismo mais sustentável e a afirmação cultural dos destinos.
A dimensão editorial da Casa da Arquitetura terá igualmente um lugar de destaque com o lançamento de três publicações. Entre estas, Lucio Costa Arquivo, que prolonga a investigação em torno do acervo do urbanista brasileiro preservado pela Casa da Arquitetura, numa conversa que reúne Ana Vaz Milheiro, Julieta Sobral, neta de Lucio Costa, e o historiador Otavio Leonidio, com moderação do jornalista Silas Martí. Será ainda apresentada a nova edição de Raízes do futuro: Lucio Costa e a tradição moderna, de Guilherme Wisnik, enriquecida com documentação inédita proveniente do arquivo pessoal de Lucio Costa, hoje preservado pela Casa da Arquitetura.
Será também lançado Construir o aberto. Arquitectura e verso, um livro-tributo aos cruzamentos disciplinares que têm marcado a programação da Casa da Arquitetura, reunindo poesia, arquitetura e fotografia num itinerário poético pela arquitetura do norte de Portugal. A apresentação contará com um recital de poemas por Eucanaã Ferraz e Maria Ribeiro, que darão voz a textos de diversos autores incluídos na publicação.
A literatura regressa ao centro da programação com O futuro como biblioteca: palavras, utopias e distopias, uma conversa promovida pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto e moderada por Jorge Sobrado, vereador da Cultura e do Património. Ao lado de Eliana Alves Cruz, Rui Couceiro e Vivien Mercier Suarez, o debate propõe uma reflexão sobre o futuro do livro, da leitura, das bibliotecas e dos festivais literários enquanto espaços de construção de cidadania, pensamento crítico e mediação cultural.
O programa integra ainda debates sobre património e intervenção no território, ambiente e metrópoles contemporâneas, bem como uma conversa dedicada à gastronomia enquanto expressão da identidade cultural, protagonizada por Ana Bueno e António Melo, afirmando a Casa Flip + Casa da Arquitetura como um espaço privilegiado de encontro entre literatura, arquitetura e pensamento contemporâneo.
Programa completo AQUI.
